Boa noite amigos!

O Vitor já está a finalizar esta grande aventura que acompanhámos aqui deste lado com entusiasmo, ontem deixou Copenhaga, atravessou a Dinmarca, a Alemanha, a Bélgica dormiu por Reims em França! Foi um dia longo onde fez 1200 km de mota e mais uns quantos de ferry! Hoje vai dormir algures em França perto de Bordeus e amanhã vai dormir a Valladolid fazendo no Sábado a última etapa da viagem!

Não se esqueçam Sábado dia 12 pelas 21 horas na Feira de S. Mateus em Viseu!

Actualização: O Vitor está na praia de Mimizan a sudoeste de Bordeus num parque de campismo cheio de surfistas e onde conheceu o John, um escocês de 47 anos que vive na Irlanda e acabou de ser pai pela primeira vez, fizeram o jantar juntos e prepara-se para o penúltimo dia desta grande viagem!

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Bom dia amigos

O Vitor está em Copenhaga depois de ter passado uns dias em Gotemburgo, deixo-vos aqui o relato numa pequena conversa do que se passou nos 5 dias em que esteve a “descansar” por lá:

Como a Karin é uma boa amiga e foi tão simpática comigo, aproveitei  para parar uns dias e ter aqui os meus últimos dias de descanso. Pela  primeira vez estive mais do que 3 noites no mesmo sitio o que me soube bem e deu para relaxar mas já sinto o apelo de montar na mota e seguir  viagem nesta ultima semana que me resta!
Aqui em Gotemburgo fiz bastante sight seeing com a Karin, a sua amiga de infância e também escuteira Charlote e o Ruben, um escuteiro  columbiano que por coincidência esteve aqui estes dias a passear e visitar a Charlote! Mais uma vez constatei que o “Mundo é mesmo Pequeno”!!! No ano passado quando estive em Kandersteg a fazer trabalho voluntário no centro escutista como parte do International Work Party, conheci na última noite num bar da vila um columbiano que vivia na Suíça e estivemos a beber umas cervejas! Quando reencontrei o Ruben aqui não o reconheci, nem ele a mim mas depois quando começámos a falar chegamos à conclusão que já nos conhecíamos!!! Qual a probabilidade de um português e um columbiano que se conheceram na Suíça se reencontrem na Suécia?! Juntos visitamos toda a parte central da cidade, o Universium, fizemos uma viagem de barco ate a um castelo numa ilha, fomos ao Liseberg, um parque de diversões com uma montanha russa de madeira impressionante, enfim foram uns dias bem  divertidos!!!

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Distância Percorrida – 459,9km
Total – 12.207,4km

Percurso 28JUL

Percurso 28JUL

Com dia de atraso devido à nossa visita a Jerusalém finalmente deixámos Amman com destino à Síria. Como não tínhamos visto muito da cidade tirando o internet café e o pequeno restaurante fast-food de falafel e shwarma onde se podia comer por cerca de 0,50JD, antes de sairmos fomos dar uma olhadela ao coliseu romano da cidade. Este encontra-se um pouco escondido por árvores o que não permite ter uma grande perspectiva do mesmo, mas ainda neste dia íamos ver bastantes ruínas romanas! Tentámos ainda visitar a citadela mas depois de umas voltas não a encontrámos e decidimos seguir viagem!

Anfiteatro de Amman escondido atrás das árvores com foto do Rei ao fundo

Anfiteatro de Amman escondido atrás das árvores com foto do Rei ao fundo

Na fronteira novamente o procedimentos normais e morosos! Ao sair da Jordânia os habituais 5JD para dar saída no passaporte e desta vez 10JD para a saída da mota, pagámos mais 5JD não sei bem porquê, mas não tivemos qualquer problema na saída! Na entrada na Síria já não foi bem assim pelo menos para o Matt, que como o visto tinha caducado e como o ex-presidente Bush proferiu umas palavras menos abonatórias acerca do Governo Sírio, teve um longo dia à espera que o deixassem entrar! No nosso caso, como felizmente ninguém se preocupa muito acerca de que os nossos políticos dizem e não metemos em confusões com ninguém, entrámos sem problemas. Como tínhamos o seguro ainda válido a entrada saiu-nos mais barata do que da última vez mas mesmo assim tivemos que pagar 25€/33dol para o visto e para a mota 5€/8dol no meu caso com carnet e o Luís 65€/95dol!

Como o Matt perspectivava passar muito tempo na fronteira até que lhe dessem novo visto decidimos separarmo-nos e encontrarmo-nos em Palmyra ao fim do dia!

O resto da viagem correu sem problemas com contactos sempre espectaculares com o povo sírio cada vez que parávamos para abastecer o fazer qualquer outra coisa. Depois de passarmos Damasco entrámos numa estrada de deserto onde se encontra o típico “Bagdad Café” mas como era de noite não o vimos, no entanto numa paragem para abastecer e comer umas iscas de fígado que me souberam pela vida, tivemos mais um contacto bem interessante com esta gente. Depois de jantar chamaram-nos para nos sentarmos num alpendre ofereceram-nos chá e chicha e depois de muita conversa convidaram-nos para dormirmos em casa deles! Era uma oferta tentadora e mesmo o tipo de coisa que eu gosto mas, como nos tínhamos comprometido com o Matt encontrarmo-nos em Palmyra, agradecemos a amabilidade e continuámos! O povo sírio não pára de nos surpreender com a sua simpatia!

À noitinha finalmente chegámos ao destino

À noitinha finalmente chegámos ao destino

Chegámos a Palmyra já perto da meia e ficámos logo deslumbrados pela beleza e extensão destas ruínas, que de noite e com a iluminação artificial ficam ainda mais impressionantes!

Ruínas romanas de Palmyra

Ruínas romanas de Palmyra

As impressinantes e bem preservadas ruínas

As impressinantes e bem preservadas ruínas

Enquanto tirávamos fotos, uma mota apareceu e disse que havia um parque de campismo mesmo junto às ruínas com piscina, decidimos dar uma espreitada e optámos por dormir lá mesmo sem montar tenda numas almofadas numa grande tenda!

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Distância Percorrida – 126,5km

Total – 11.747,5km

Percurso 26 e 27JUL

Percurso 26 e 27JUL

Depois de uma noite bem dormida no Hotel Ásia em Amman deixámos o Matt, que não nos quis acompanhar porque queria ir fazer umas filmagens no Mar Morto e também porque não queria arriscar levar um carimbo no passaporte e não conseguir passar para a Síria, e seguimos com as motas rumo a Israel despedindo-nos até ao fim do dia!

Para facilitar as burocracias das passagens da fronteira e não complicar muito por causa dos carimbos no passaporte, ideia era deixar as motas junto ao Rio Jordão, que materializa a fronteira, e passar a Ponte do Rei num autocarro para visitar Jerusalém durante a tarde e regressar no fim do dia!

Pagámos a normal taxa de 5JD para saída da Jordânia, que dá direito a um selo que colaram num papel separado e no qual carimbaram-na a nossa saída, pagámos outros 5JD para o autocarro e saímos sem problemas e relativamente rápido, considerando a espera que ainda teríamos pela frente!

Do outro lado as coisas não correram tão rápido!!! Primeiro tivemos que passar pelo controlo RX bem como as nossas bagagem de mão, depois eu fui premiado com uma “máquina de sopro”, é curioso como sou sempre premiado com estas coisas quando passo fronteiras ou passo em aeroportos, devo ter mesmo cara de terrorista como a seguir se veio a confirmar!

Com o tempo que estávamos a demorar chegámos à conclusão que seria impossível regressar no mesmo dia e como tal teríamos que dormir algures em Jerusalém, por isso pedi a um americano o “Lonely Planet” para tirar os nomes de alguns hostels! Isto acabou por ser importante porque depois passámos ao controlo dos passaportes onde nos perguntaram 1001 coisas entre as quais onde dormiríamos! Mais uma vez o Luís passou e eu fiquei para trás para preencher um questionário e aguardam interrogatório! Cheguei à conclusão que não era o único nestas circunstâncias e na realidade quase todos os turistas tinham um do grupo onde estavam inseridos à espera!

Palestinianas a entrar em Israel

Palestinianas a entrar em Israel

Depois de umas 2 ou 3 horas finalmente chamaram o meu nome, deram-me o passaporte e mandaram-me seguir, sem interrogatório e nem sequer viram o papel que me mandaram preencher! Pelas conversas que tive com os outros estrangeiros “da espera” penso que as autoridades israelitas não estão nada interessadas em que turistas passem por esta fronteira, porque é a mesma que os palestinos usam para entrar e sair dos territórios ocupados, possivelmente não querem que internacionais vejam como tratam estas pessoas que até água trazem da Jordânia em grandes jerricans!!!

Apanhámos um mini-bus e finalmente chegámos a Jerusalém! Apesar de toda a espera, valeu de facto a pena visitar esta cidade que penso que é impossível passar despercebida a quem a visita pela sua forte espiritualidade!

Entrada na cidade velha de Jerusalém

Entrada na cidade velha de Jerusalém

A forte presença das mais variadas religiões sente-se em cada esquina como é fácil de explicar por ser cidade santa e a mais importante para judeus, onde viveram desde tempos remotos; cristãos, por ser o local onde Jesus foi crucificado, sepultado e onde ressuscitou e a 3ª mais importante para os muçulmanos, depois de Meca e Medina, situadas não muito longe daqui na Arábia Saudita!

Ruas de Jerusalém

Ruas de Jerusalém

Loja de especiarias na ruas apertadas de Jerusalém

Loja de especiarias na ruas apertadas de Jerusalém

Perdemo-nos nas ruas estreitas da cidade até que encontrámos um hostel (daqueles do guia do americano) junto à Torre de David! Instalámo-nos lá, não que tivéssemos muito com que nos instalar já que não estávamos preparados para a noite e seguimos para o Muro das Lamentações onde esperávamos ver os judeus nas orações da tarde, o que aconteceu! É um pouco estranho ver estas orações junto ao muro onde as pessoas parecem animadas de movimentos repetidos e automáticos mas, cada religião tem as suas coisas!

Torre de David

Torre de David

Muro das Lamentaçãoes

Muro das Lamentaçãoes

Vista nocturna da cidade, onde se pode ver a Igreja do Santo Sepulcro

Vista nocturna da cidade, onde se pode ver a Igreja do Santo Sepulcro

Eu e o Luís com o nosso pequeno amigo muçulmano

Eu e o Luís com o nosso pequeno amigo muçulmano

Vista nocturna das muralhas e do Monte das Oliveiras

Vista nocturna das muralhas e do Monte das Oliveiras

No dia seguinte começámos por visitar a Igreja do Santo Sepulcro que foi construída no local onde Jesus foi crucificado e sepultado. Tal como a travessia do Monte Sinai, o facto de estar na “Terra Santa” é de facto uma experiencia fantástica por tantas vezes ouvir falar destes locais e agora estar fisicamente neles! Por exemplo, pensei que as distâncias fossem maiores, na realidade o local da cruz e do sepulcro é bastante perto, tanto que actualmente estão no interior da mesma Igreja, a do Santo Sepulcro, bem como Belém é bastante perto de Jerusalém!

Monte das Oliveiras

Monte das Oliveiras

Entrada para a Igreja do Santo Sepulcro

Entrada para a Igreja do Santo Sepulcro

Local onde Jesus foi crucificado

Local onde Jesus foi crucificado

Interior do Sepulcro onde Jesus foi sepultado

Interior do Sepulcro onde Jesus foi sepultado

A pedra onde Jesus foi deposto depois de retirado da cruz

A pedra onde Jesus foi deposto depois de retirado da cruz

Nesta igreja, cuja defesa custou a vida de bastantes cruzados quando Saladino conquistou definitivamente Jerusalém, podemos ver o local da cruz, a pedra onde o corpo de Jesus sem vida foi deposto e o local mais visitado, que até tinha fila para entrar e tempo limitado, o local do sepulcro onde Jesus foi sepultado e de onde ressuscitou ao 3º dia e que dá o nome à igreja!

Junto ao Muro das Lamentações

Junto ao Muro das Lamentações

Luis feito Judeu junto ao Muro das Lamentaçãoes

Luis feito Judeu junto ao Muro das Lamentaçãoes

O resto da manhã passeámos pela cidade, visitámos o Muro das Lamentações durante o dia e tentámos ir à Mesquita mas não conseguimos porque era tempo de orações até que regressamos novamente à fronteira e de onde foi bem mais rápido sair do que entrar!

Felizmente sem carimbos nos passaportes regressámos à Jordânia, montamos nas motas e regressamos a Amman onde o Matt nos esperava já há um dia!

A importância histórica deste local deixou-me deveras impressionado e é um dos pontos altos desta viagem!!!

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Boa noite amigos!

Depois de 11 dias a atravessar a Noruega com paisagens e gente espectaculares o Vitor está em Gotemburgo com a Karin, o Vitor conheceu a Karin em 2003 quando ela esteve em Portugal a participar no RoverWay, ela passou uns dias em Coimbra e por intermédio da malta da Lusa Atenas acabou por a conhecer e ficaram amigos! Voltou a estar com ela em Taiwan, no ano seguinte no Moot2004 e passado uns dois anos ela esteve novamente em Portugal a organizar uma prova para os escuteiros suecos, o “Explorer Belt”, que acabou na Drave, por essa altura ela pediu-lhe ajuda para arranjar umas cartas topográficas pedido a que ele e o Peres acederam!

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Boa tarde amigos!

O Vitor está em Oslo a passear pela cidade com dois americanos que conheceu no hostel onde está hospedado! A chuva continua a acompanhar esta etapa da viagem!

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Bom dia amigos!

O Vitor está em Bergen alojado na casa de um Couch Surfer de 67 anos que segundo ele é “espectacular”! A chuva vai continuando a acompanhar esta parte da viagem!

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Boa noite amigos!

O Vitor está em Bodø (Noruega)onde vai ficar durante uns dias a explorar a zona! A chuva e o frio já acalmaram e agora está numa temperatura mais agradável (+-20ºC).

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Distância Percorrida – 228,3km
Total – 11.620,9km

Percurso 25JUL

Percurso 25JUL

O calor do sol fez-nos acordar da nossa dormida de reis no Castelo de Dahba! Este castelo Otomano foi mandado construir durante o mandato do Sultão Salim I (1511-1520) para proteger as caravanas de peregrinos sírios e posteriormente serviu para alojar guardas turcos incumbidos de proteger a linha de comboio de Hijaz, que passa bem perto dali.

Local da dormida e parqueamento das motas dentro do castelo

Local da dormida e parqueamento das motas dentro do castelo

Este dia estava destinado a visitar os castelos do deserto até chegarmos a Amman. Pelo mapa do Matt o castelo de Jilat não estava muito longe se fossemos a azimute e foi o que fizemos!

O castelo de Dahba

O castelo de Dahba

O deserto sírio e bastante bom de rolar porque não tem muita areia e o piso é duro e sem grande vegetação pelo que pode-se andar com relativa facilidade e velocidade mesmo sem pista, tirando algumas partes com pedra solta.

A Kawaswaki do Matt e a 1ª pista depois rolar a azimute

A Kawaswaki do Matt e a 1ª pista depois rolar a azimute

Depois de alguns kms feitos chegamos ao local onde presumivelmente estava o castelo mas, mesmo subindo a um monte mais alto, à nossa volta só víamos deserto e nada de castelo!!! Como não era muito difícil o andamento e a ideia era também fazermos um TT e o Matt continuar a filmar o filme dele, onde eu e o Luís já somos protagonistas, não preocupou muito não encontrarmos o dito castelo.

Um perder de vista de deserto Sirio

Um perder de vista de deserto Jordano

Após muito rolar a azimute finalmente encontrámos uma pista que nos levaria no bom caminho ou seja na direcção de Amman! Seguimos por essa pista já com um andamento mais rápido e encontrámos a estrada de alcatrão, como já estamos famintos não seguimos na direcção da capital da Síria mas no sentido contrário, na direcção da mais próxima povoação com a esperança de encontrar um restaurante, o que felizmente aconteceu.

A equipa luso-americana Eu, Luís e o Matt

A equipa luso-americana Eu, Luís e o Matt

Como eu e o Luís tínhamos tirado o ar dos pneus por causa do TT fomos a uma loja de pneus, daquelas que já referi que aqui existe muito, para encher os pneus. Como eu continuava com o trauma dos furos aproveitei para, com a água com detergente que eles têm sempre para ver se tinha algum furo, o que se verificou! Um dos tacos estava a verter ar!!! Meti outro taco porque na altura não sabia que a solução não devia ser essa e continuámos viagem!

Queseir Amra, sec VIII

Queseir Amra, sec VIII

Pelo caminho visitámos Quseir Amra que é património mundial da humanidade e foi construído no sec VIII! Este pavilhão de caça serviu para alojar a família reinante Umayyad e de relevar as pinturas do seu interior que representam bem a arte da altura!

Pinturas no interior de Queseir Amra

Pinturas no interior de Queseir Amra

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