Distância Percorrida – 126,5km
Total – 11.747,5km

Percurso 26 e 27JUL
Depois de uma noite bem dormida no Hotel Ásia em Amman deixámos o Matt, que não nos quis acompanhar porque queria ir fazer umas filmagens no Mar Morto e também porque não queria arriscar levar um carimbo no passaporte e não conseguir passar para a Síria, e seguimos com as motas rumo a Israel despedindo-nos até ao fim do dia!
Para facilitar as burocracias das passagens da fronteira e não complicar muito por causa dos carimbos no passaporte, ideia era deixar as motas junto ao Rio Jordão, que materializa a fronteira, e passar a Ponte do Rei num autocarro para visitar Jerusalém durante a tarde e regressar no fim do dia!
Pagámos a normal taxa de 5JD para saída da Jordânia, que dá direito a um selo que colaram num papel separado e no qual carimbaram-na a nossa saída, pagámos outros 5JD para o autocarro e saímos sem problemas e relativamente rápido, considerando a espera que ainda teríamos pela frente!
Do outro lado as coisas não correram tão rápido!!! Primeiro tivemos que passar pelo controlo RX bem como as nossas bagagem de mão, depois eu fui premiado com uma “máquina de sopro”, é curioso como sou sempre premiado com estas coisas quando passo fronteiras ou passo em aeroportos, devo ter mesmo cara de terrorista como a seguir se veio a confirmar!
Com o tempo que estávamos a demorar chegámos à conclusão que seria impossível regressar no mesmo dia e como tal teríamos que dormir algures em Jerusalém, por isso pedi a um americano o “Lonely Planet” para tirar os nomes de alguns hostels! Isto acabou por ser importante porque depois passámos ao controlo dos passaportes onde nos perguntaram 1001 coisas entre as quais onde dormiríamos! Mais uma vez o Luís passou e eu fiquei para trás para preencher um questionário e aguardam interrogatório! Cheguei à conclusão que não era o único nestas circunstâncias e na realidade quase todos os turistas tinham um do grupo onde estavam inseridos à espera!

Palestinianas a entrar em Israel
Depois de umas 2 ou 3 horas finalmente chamaram o meu nome, deram-me o passaporte e mandaram-me seguir, sem interrogatório e nem sequer viram o papel que me mandaram preencher! Pelas conversas que tive com os outros estrangeiros “da espera” penso que as autoridades israelitas não estão nada interessadas em que turistas passem por esta fronteira, porque é a mesma que os palestinos usam para entrar e sair dos territórios ocupados, possivelmente não querem que internacionais vejam como tratam estas pessoas que até água trazem da Jordânia em grandes jerricans!!!
Apanhámos um mini-bus e finalmente chegámos a Jerusalém! Apesar de toda a espera, valeu de facto a pena visitar esta cidade que penso que é impossível passar despercebida a quem a visita pela sua forte espiritualidade!

Entrada na cidade velha de Jerusalém
A forte presença das mais variadas religiões sente-se em cada esquina como é fácil de explicar por ser cidade santa e a mais importante para judeus, onde viveram desde tempos remotos; cristãos, por ser o local onde Jesus foi crucificado, sepultado e onde ressuscitou e a 3ª mais importante para os muçulmanos, depois de Meca e Medina, situadas não muito longe daqui na Arábia Saudita!

Ruas de Jerusalém

Loja de especiarias na ruas apertadas de Jerusalém
Perdemo-nos nas ruas estreitas da cidade até que encontrámos um hostel (daqueles do guia do americano) junto à Torre de David! Instalámo-nos lá, não que tivéssemos muito com que nos instalar já que não estávamos preparados para a noite e seguimos para o Muro das Lamentações onde esperávamos ver os judeus nas orações da tarde, o que aconteceu! É um pouco estranho ver estas orações junto ao muro onde as pessoas parecem animadas de movimentos repetidos e automáticos mas, cada religião tem as suas coisas!

Torre de David

Muro das Lamentaçãoes

Vista nocturna da cidade, onde se pode ver a Igreja do Santo Sepulcro

Eu e o Luís com o nosso pequeno amigo muçulmano

Vista nocturna das muralhas e do Monte das Oliveiras
No dia seguinte começámos por visitar a Igreja do Santo Sepulcro que foi construída no local onde Jesus foi crucificado e sepultado. Tal como a travessia do Monte Sinai, o facto de estar na “Terra Santa” é de facto uma experiencia fantástica por tantas vezes ouvir falar destes locais e agora estar fisicamente neles! Por exemplo, pensei que as distâncias fossem maiores, na realidade o local da cruz e do sepulcro é bastante perto, tanto que actualmente estão no interior da mesma Igreja, a do Santo Sepulcro, bem como Belém é bastante perto de Jerusalém!

Monte das Oliveiras

Entrada para a Igreja do Santo Sepulcro

Local onde Jesus foi crucificado

Interior do Sepulcro onde Jesus foi sepultado

A pedra onde Jesus foi deposto depois de retirado da cruz
Nesta igreja, cuja defesa custou a vida de bastantes cruzados quando Saladino conquistou definitivamente Jerusalém, podemos ver o local da cruz, a pedra onde o corpo de Jesus sem vida foi deposto e o local mais visitado, que até tinha fila para entrar e tempo limitado, o local do sepulcro onde Jesus foi sepultado e de onde ressuscitou ao 3º dia e que dá o nome à igreja!

Junto ao Muro das Lamentações

Luis feito Judeu junto ao Muro das Lamentaçãoes
O resto da manhã passeámos pela cidade, visitámos o Muro das Lamentações durante o dia e tentámos ir à Mesquita mas não conseguimos porque era tempo de orações até que regressamos novamente à fronteira e de onde foi bem mais rápido sair do que entrar!
Felizmente sem carimbos nos passaportes regressámos à Jordânia, montamos nas motas e regressamos a Amman onde o Matt nos esperava já há um dia!
A importância histórica deste local deixou-me deveras impressionado e é um dos pontos altos desta viagem!!!